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FIZ O CONCURSO, ACERTEI 17 DAS 20 QUESTÕES QUE COMPUNHAM A PROVA DE PORTUGUÊS E FUI PRESENTEADO COM O 1º LUGAR,  NO PRIMEIRO CONCURSO QUE EU FIZ NA VIDA. (Paulo - Areado-MG)

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Educação Linguística

Falar em Educação Linguística é, antes de mais nada, inserir-se numa teia desaberes, é estabelecer relações multidisciplinares. Longe está a época em que o professor  de língua materna devia apenas ter domínio da disciplina que ministra. Os tempos atuais exigem não apenas que o professor tenha o domínio de um conhecimento específico (linguístico, gramatical, discursivo), mas também que agregue a esse saber conhecimentos, sobretudo, de pedagogia e psicologia. Em síntese: espera-se que professor de língua materna agregue ao saber científico ( o conhecimento linguístico) o saber pedagógico. 

 

Quando falamos em Educação Linguística, pensamos também no papel social do professor, que não deve ser visto como um mero reprodutor de um saber instituído (o habitus, de Bourdieu), mas como um agente que exerce, além de um papel pedagógico, um papel social. É sabido que não se pode conceber ensino / aprendizagem fora do contexto psicossocial em que ocorre. A Educação Linguística deve, pois, possibilitar que, na interação ensinante / aprendente, aquele contribua de modo decisivo para o desenvolvimento deste, dotando-lhe de saberes necessários que contribuam para sua inserção social  e, para isso, a competência linguística tem decisivo papel na formação do aprendente-cidadão na medida em que lhe facilita os processos de interação social.

   

Há de se considerar que a consecução desse objetivo deve estar atrelada a uma mudança de foco na relação ensino / aprendizagem. O aprendente deve ser visto como sujeito ativo da relação e não como tábula rasa em que se impingem conteúdos, ou seja, para a Educação Linguística, o foco do processo pedagógico deixa de ser o professor para centrar-se no aprendente, visto como sujeito social crítico, autônomo e capaz de se apropriar de saberes, bem como deconstruí-los. Para tanto, o professor deverá estar bem preparado e ser capaz de fazer transposições didáticas de um conhecimento científico que ele detém e que lhe dá suporte para situações concretas de inter-relação em sala de aula.

   

Como o próprio processo ensino / aprendizagem, a Educação Linguística não deve ser vista como algo pronto, dado; mas como algo em desenvolvimento (trata-se de uma área de pesquisa). O desenvolvimento das ciências da linguagem, sobretudo em vertentes representativas como a linguística textual, análise crítica do discurso, linguística cognitivo-funcional e o desenvolvimento das teorias psicológicas, particularmente o construtivismo, aliado a conceitos como transposição didática, contrato de didático, obstáculo epistemológico, engenharia didática fornecem à Educação Linguística o suporte para que ela atinja seus objetivos.

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