Depoimentos

FIZ O CONCURSO, ACERTEI 17 DAS 20 QUESTÕES QUE COMPUNHAM A PROVA DE PORTUGUÊS E FUI PRESENTEADO COM O 1º LUGAR,  NO PRIMEIRO CONCURSO QUE EU FIZ NA VIDA. (Paulo - Areado-MG)

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S.O.S. Português

S.O.S PORTUGUÊS

Em quais situações deve-se usar a palavra "bastante" no plural?

 

A palavra bastante pode funcionar como adjetivo ou advérbio e isso interfere na sua flexão. Quando for adjetivo, admite flexão de número, concordando com o nome a que se refere. Nesse caso, pode ser substituída pela palavra muitos(as), quando anteposto ao nome, ou suficientes, quando posposto, como nos exemplos a seguir:
Bastantes pessoas compareceram à reunião. (=Muitas pessoas compareceram à reunião)
Havia bastantes razões para ele comparecer. (=Havia muitas razõespara ele comparecer)
As provisões foram bastantes para as férias. (As provisões foram muitas para as festas)
Não há provas bastantes para condenar o réu. (Não havia provas suficientes para condenar o réu)
    
    Nesse caso, foge à norma padrão construções em que bastante não se flexiona para concordar com o substantivo a que se refere. Portanto frases como:
Havia bastante alunos na sala.
Compraram bastante brinquedos.
devem ser consideradas erradas, segundo a gramática normativa.

    Quando estiver se referindo a um verbo, adjetivo ou advérbio, a palavra bastante não deve ser flexionada, pois será classificada como advérbio, devendo permanecer no singular. Nesse caso, pode ser substituída sem alteração de sentido por muito (singular), como nos exemplos a seguir:

Elas falam bastante. (Eles falam muito)
Elas são bastante simpáticas. (Elas são muito simpáticas)
Elas chegaram bastante cedo. (Elas chegaram muito cedo).


Em síntese: bastante só deve ir para o plural quando for um adjetivo, concordando com o substantivo plural a que estiver se referindo. Como regra prática, sugerimos que se substitua a palavra bastante por muito. Quando a palavra muito admite plural, a palavra bastante deve ser flexionada no plural.
O que dissemos sobre o emprego de bastante, aplica-se à outras palavras que podem funcionar ora como adjetivo, ora como advérbio, como: caro, barato e meio.





De acordo com a nova regra ortográfica, acentuam-se nomes próprios como Andréia e Galiléia? 
 
O sistema ortográfico anterior, de 1943, estabelecia que  "(...) para salvaguardar direitos individuais, quem o quiser manterá em sua assinatura a forma consuetudinária. Poderá também ser mantida a grafia original de quaisquer firmas, sociedades, títulos e marcas que se achem inscritos em registro público". O Acordo Ortográfico em vigor não alterou essa resolução, na medida em que, em sua Base XX, (Das assinaturas e firmas) estabelece que "(...) Para a ressalva de direitos, cada qual poderá manter a escrita que, por costume ou registro legal, adote na assinatura do seu nome. Com o mesmo fim, pode manter-se a grafia original de quaisquer firmas comerciais, nomes de sociedades, marcas e títulos que estejam inscritos em registro público". Portanto, a grafia de nomes de pessoas físicas ou jurídicas deve ser feita de acordo com o que consta no registro público, mesmo que essa grafia contrarie as regras ortográficas vigentes. Esse princípio é o que justifica grafias como Andréia, Vanderléia (com acento), Angela, Heloisa, Petrobras, Corinthians, Omega, (sem acento); Cleuza, Neuza, Maizena, Correio Braziliense (com z em vez de s), Jornal do Commercio (com dois emes e sem acento).

Obsessão / Obcecado

O sistema ortográfico em português é misto, ou seja, algumas palavras são grafadas de acordo com o critério fonético - a pronúncia -, enquanto outras são escritas com base na etimologia. Obsessão, obcecar e obcecado são exemplos de palavras que seguem o critério etimológico, pois obedecem à grafia latina, de onde provieram. Ocorre que obcecado e obsessão não têm a mesma origem, ou seja, não provêm da mesma raiz latina, diferentemente de obcecar e obcecado. Esse último termo provém do latim obcaecatus, particípio de obcaecare, que significa "cegar, tornar cego". Já a palavra obsessão também vem do latim, mas de obsessione, cujo sentido original é "assédio, cerco, bloqueio". Em síntese, obcecado e obsessão têm origens diversas, daí as grafias diferentes. Outras palavras da língua portuguesa costumam despertar esse mesmo tipo de dúvida, como acender (atear fogo) e ascender (subir). A primeira provém do latim accendere, e a segunda, do latim ascendere. As duas têm exatamente a mesma pronúncia, mas são escritas de modo diferente porque a raiz delas não é a mesma. A melhor maneira de ter certeza sobre a grafia correta de uma palavra, então, é a consulta a um bom dicionário, em que se encontra também a origem dela.

Qual é a diferençaentre “se não” e “senão”?
De que classes de palavras estamos falando?
Quando se deve usar um ou outro?

 

Inicialmente,é preciso observar que, se escrevemos senão(separado), temos duas palavras (see não). Quando escrevemos senão (junto), temos uma única palavra.

Senão é conjunção alternativa eequivale a "caso contrário",ou conjunção adversativa, equivalendo a "mas", "porém",como se pode observar nos exemplos a seguir:

Devemos entregar o trabalho no prazo, senão o contrato será cancelado.(conjunção alternativa = caso contrário)

“Era a flor, e não já da escola, senão de toda a cidade.” (Machado de Assis) (conjunção adversativa = mas, porém)

 

 

Senão também podefuncionar como preposição. Nesse caso, equivale a "com exceção de", "exceto",como se pode observar no exemplo a seguir:

Aquem, senão a ele, devo fazer referência?

 

Senão também pode funcionar comosubstantivo masculino. Nesse caso, virá precedida de artigo ou outrodeterminante. Como substantivo, senãosignifica "falha", "mácula", "defeito". Nos exemplos a seguir, a palavra senão é substantivo.

 

Luciana só tem um senão.

Foi contratado porque não havia qualquer senão em seu currículo.

 

Devemos grafar se não (separado) quandotivermos a conjunçãose seguida doadvérbio não. A conjunção se pode ser tanto conjunçãocondicional, equivalendo a caso,quanto conjunção integrante. Nesse caso, estará introduzindo uma oração quefunciona como complemento de outra, como nos exemplos a seguir.

 

Se não chover, iremos acampar.

(conjunçãocondicional se + advérbio não)

 

Pergunteise não estavam atrasadas.

(conjunçãointegrante se + advérbio não )


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