A virada: o nascimento do mundo moderno

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Li e recomendo a leitura de A virada: o nascimento do mundo moderno, de Stephen Greenblatt, um crítico literário e historiador norte-americano estudioso de Shakespeare e do Renascimento. O livro (304 p.) ganhou o prêmio Pulitzer 2012 e foi publicado no Brasil pela Companhia das Letras, com tradução de Caetano W. Galindo.

Em A virada: o nascimento do mundo moderno, Greenblatt relata como foi recuperado, no século XV, o manuscrito do poema De rerum natura (Da natureza das coisas), de Lucrécio (Titus Lucretius Carus, 94 a.C. – 55 a.C.), obra que exerceu grande influência em autores como Italo Calvino e Virginia Woolf. A personagem Louis, do livro As ondas, da escritora inglesa, é construída a partir de uma das ideias do poeta latino, a de que tudo é formado da mesma matéria que está em perpétuo movimento e que, em nossa breve passagem pela vida, temos de buscar a sabedoria profunda.

No poema, escrito no século I a.C., Lucrécio, seguidor do filósofo grego Epicuro (241 a.C. – 270 a.C.) expõe sua teoria num texto de rara modernidade. Muitas ideias “modernas”, como a de que o universo é constituído de átomos, estão presentes no poema, que influenciou muitos pensadores. É genial o que Lucrécio escreve sobre a morte e por que não devemos temê-la.

Finalizando, um trecho de um poema de Lucrécio:
“…nenhuma coisa regressa ao nada,
mas todas regressam por desagregação aos átomos da matéria.”

Stephen Greenblatt

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