Trabalhar feito um mouro

Carnaval de mouro

2 minutos Carnaval se aproxima e, para entrar nos festejos, publico crônica que há algum tempo tinha compartilhado por meio de minha página no Facebook. Como os leitores do blogue não são necessariamente meus seguidores ou amigos na rede social, não vejo problema em trazer a crônica para cá. Ressalto que não se trata de reprodução ipsis litteris daquele texto, pois dei uma mexida nele. Por outro lado, acrescento que o tema está dentro da proposta do blogue, que é de falar de língua Continue lendo

Trabalhei feito um mouro ou moura?

4 minutos Escrevi este artigo há um ano em resposta a uma pergunta feita pela querida amiga Silvia Souza, companheira nos bancos das Arcadas da Faculdade de Direito do Largo São Francisco. Diz Silvia que sua mãe também usava a expressão “trabalhei feito um mouro” e pergunta se não seria “trabalhei feito uma moura”. Já tratei desse assunto num post anterior e convido os leitores a darem uma olhada em Queridxs amigxs. Sei que  vou mexer num vespeiro, correndo o risco de me acusarem de preconceituoso. Continue lendo

Trabalhar feito um mouro

3 minutos Por Ernani Terra © Quando era aluno de Letras na USP,  o texto Linguística e Poética, de Roman Jakobson era leitura obrigatória.  Nele, o linguista russo fala da função poética da linguagem, aquela em que a mensagem se volta para a própria mensagem, para seu aspecto sensível. Ao contrário da função referencial, que se volta para o referente, aquilo que se diz, quando se usa a função poética estamos mais voltados ao como se diz do que ao que se diz. O Continue lendo