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Em post recente comentei a expressão “não entendi patavina” (clique aqui para ler) e chamei a atenção para o fato de que existem algumas histórias muito boas sobre origem de certas palavras, mas que não têm nada de verdadeiro. São bonitinhas, mas fantasiosas.
Uma dessas historinhas que circulam com algumas variações é que a palavra esnobe (do inglês snob) teria sua origem no latim. Teria vindo da forma abreviada da expressão latina sine nobilitate (sem nobreza).
Uma dessas histórias conta que, na Inglaterra no século XVIII, estudar em universidades (Oxford, Cambridge) era privilégio da nobreza. Quando não nobres passaram a frequentar essas universidades, na lista, ao lado do nome do estudante, vinha escrito s.nob, abreviação de sine nobilitate.
A palavra snob então passaria a designar aquela pessoa que, não sendo nobre, acha que é, ou passa a ter um comportamento de quem se acha superior.
Essa história é fantasiosa, trata-se de uma falsa etimologia. Snob, em sua origem, era usado para designar sapateiro. Posteriormente, passa a designar pessoa de classe social inferior.
O sentido atual, aquele que despreza pessoas humildes e assume ares de superioridade, teria se popularizado no século XIX com a publicação do romance satírico The Book of Snobs, de William Makepeace Thackeray em 1848.
P.S. A L&PM publicou o livro de W. M. Thackeray em português, em tradução de Reinaldo Guarani, com o título O livro dos esnobes: escrito por um deles.
