Comumente é assim

Comumente é assim

1 minuto Em 1973, um jovem e entusiasmado aluno de Letras da FFLCH-USP, que também amava poesia, correu mais de uma vez ao Teatro Cacilda Becker para assistir a um espetáculo teatral, dirigido por Flávio Império, a partir de uma ideia de Walmor Chagas (1930 – 2013), chamado Labirinto: balanço da vida. Walmor, sozinho em cena, dizia poemas (ou trechos de poemas) de vários autores, como Fernando Pessoa, Manuel Bandeira, Carlos Drummond de Andrade, Rimbaud, D.H.Lawrence, José Régio. Até hoje, 46 anos passados, o Continue lendo

Arquivo das crianças perdidas

1 minuto O melhor da literatura latino-americana contemporânea tem vindo de autoras mexicanas. Gosto muito de Guadalupe Nettel, de Beatriz Rivas e de Valeria Luiselli, cujo romance Rostos na multidão (Alfaguara) foi muito bem recebido entre nós. A mexicana chega agora com novo livro, lançado no Brasil novamente pela Alfaguara, Arquivo das crianças perdidas. Num carro, um casal com os dois filhos de casamentos anteriores, um menino de 10, filho dele, e uma menina de 5, filha dela, vão de Nova York para o Continue lendo

Sobre colocação dos pronomes

2 minutos No artigo, trato do caso do emprego de pronomes oblíquos átonos (me, te-, se, nos, vos) abrindo a frase, o que causa urticária em muitos gramáticos que, espumando, condenam um uso mais que sacramentado. Em outras oportunidades, já me manifestei sobre isso, afirmando que, tirante algumas construções que se cristalizaram, como os anúncios do tipo Vende(m)-se casas, Aluga(m)-se apartamentos, Precisa-se de pedreiros (não vou entrar aqui na discussão se casas é sujeito, se o verbo deve ir para o plural ou não), Continue lendo

Avalovara

3 minutos Na década de 1970, eu cursava Letras clássicas na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FLCH-USP.) Embora, durante ao que hoje equivale ao Ensino Médio, não gostasse muito das aulas de língua, fui fazer letras porque era apaixonado por literatura e lia tudo, desde os clássicos, até as obras novas que eram lançadas. Creio que se publicava menos literatura brasileira que hoje, pois não me lembro de muitas obras literárias de autores nacionais publicadas naquela época. Continue lendo

Dossiê H

3 minutos Dossiê H, do albanês Ismail Kadaré (1936), mesmo autor do festejado Abril despedaçado, ambos publicados no Brasil pela Companhia das Letras, é um livro bom demais. O livro narra que os pesquisadores irlandeses, Max Roth e Willy Norton, que vivem nos Estados Unidos, conseguem visto na Legação do Reino da Albânia em Washington para irem à Albânia, onde pretendem fazer pesquisas num vilarejo sobre a poesia épica albanesa e encontrar elementos da tradição oral que teriam subsidiados Homero na composição de seus Continue lendo