O curioso caso de Benjamin Button

1 minuto Comento o conto O curioso caso de Benjamin Button, do F. Scott Fitzgerald (1896 – 1940). Esse conto, inclusive, me rendeu bons papos na segunda com um dos médicos que cuidam da minha saúde. O papo estava tão bom que se estendeu além da própria consulta. Eu, comentando o conto do ponto de vista literário e discursivo; ele, do ponto de vista da medicina. Digo de cara que, se você assistiu ao filme e não leu o conto, perdeu seu tempo. Se Continue lendo

Metonímia ou sinédoque?

3 minutos Em artigo anterior em que discutia a “diferença” entre antonomásia e perífrase, destaquei que, a rigor, as figuras de retórica podem ser resumidas a apenas duas: a metáfora, quando a transposição de significado decorre de uma relação de semelhança, e a metonímia, quando a alteração de significado decorre de uma relação de contiguidade, isto é, de proximidade. Ressalto ainda que, nas figuras de retórica, o que ocorre é um excedente de significado, já que ao sentido original agrega(m)-se outro(s). Alguns autores fazem Continue lendo

Penélope, um conto de João do Rio.

4 minutos Neste artigo, comento o conto Penélope, de João do Rio, que faz parte do livro A mulher e os espelhos.Neste artigo, comento o conto Penélope, de João do Rio, que faz parte do livro A mulher e os espelhos. Antes, algumas palavras sobre o autor. João do Rio, pseudônimo de João Paulo Emílio Cristóvão dos Santos Coelho Barreto, ou simplesmente Paulo Barreto (1881 – 1921), é um autor brasileiro, jornalista, contista, cronista e dramaturgo que alcançou muita popularidade nas primeiras décadas os Continue lendo

A virada: o nascimento do mundo moderno

1 minuto Li e recomendo a leitura de A virada: o nascimento do mundo moderno, de Stephen Greenblatt, um crítico literário e historiador norte-americano estudioso de Shakespeare e do Renascimento. O livro (304 p.) ganhou o prêmio Pulitzer 2012 e foi publicado no Brasil pela Companhia das Letras, com tradução de Caetano W. Galindo. Em A virada: o nascimento do mundo moderno, Greenblatt relata como foi recuperado, no século XV, o manuscrito do poema De rerum natura (Da natureza das coisas), de Lucrécio (Titus Continue lendo