Antonomásia ou perífrase?

3 minutos Na Folha de S. Paulo de 21 de setembro, o colunista Reinaldo Azevedo diz que vai usar a expressão “capitão reformado” para não ter de repetir a palavra Bolsonaro e questiona se isso é uma antonomásia ou uma perífrase. Antes de mais nada, esclareço que discutir isso é uma questão bizantina, ou seja, uma questão frívola, de pouca importância, boba. Portanto não se deve perder tempo com isso. Mas a curiosidade matou o gato. E leitores que seguem o blogue querem saber Continue lendo

O mestre-sala dos mares e heterogeneide

5 minutos A ideia de um sujeito como única fonte de sua fala é uma quimera. Todo texto, falado ou escrito, dialoga com outros. No discurso de um sempre estará presente o outro, ou seja, todo discurso é marcado pela heterogeneidade, uma vez que é condição do discurso se constituir em relação a outro com o qual mantém uma relação contratual (de concordância), ou polêmica (de refutação). Como todo discurso traz em si a presença do outro, ele se caracteriza por ser a reunião de Continue lendo

Machado de Assis e William Blake

1 minuto Ivo Barroso, que traduziu para o português O casamento do céu e do inferno, de William Blake (1757 – 1827), publicado pela Editora Hedra em 2008 num pequeno volume de 96 páginas, chama a atenção para o fato de Machado de Assis, que desconhecia a existência de Blake, ter escrito um poema que lembra muito o poema The Sick Rose, da Canções da experiência, do escritor inglês. Realmente, lendo ambos os textos nota-se uma grande coincidência . O poema de Machado de Continue lendo

A mullher do tenente francês

3 minutos O romance A mulher do tenente francês (The French Lieutenant’s Woman), do escritor inglês John Fowles (1926 – 2005), publicado originalmente em 1969, foi traduzido para o português por Adalgisa Campos da Silva e publicado pela Objetiva (selo Alfaguara), em 2008. Há uma adaptação para o cinema, com o mesmo nome, disponível em DVD. Apesar de o filme não ser ruim, não consegue transpor para a tela uma das características do livro que fazem de A mulher do tenente francês uma obra Continue lendo

Gramática: mitos e realidades

3 minutos No artigo, trago algumas reflexões apresentadas pela Professora Dra. Marli Quadros Leite, do Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas da Universidade de São Paulo (USP) e integrante do Núcleo de Estudos das Diversidades, Intolerâncias e Conflitos (Diversitas), que constam do artigo Gramáticos e gramáticas: mito e realidade, que faz parte do livro Margens, periferias, fronteiras: estudos linguístico-discursivos das diversidades e intolerâncias (Editora Mackenzie, 2016, 296 p.), organizado pela querida professora Diana Luz Pessoa de Barros. Os resultados da pesquisa de Leite são surpreendentes. Continue lendo