Literatura

O mexicano, de Jack London

2 minutos Neste artigo falo de O mexicano, de Jack London. O conto foi publicado pela primeira vez em 1911, no contexto da Revolução Mexicana, iniciada um ano antes.  No Brasil, O mexicano  está publicado no  livro Nocaute: cinco histórias de boxe, numa bela edição da Editora Benvirá. Como toda narrativa, O mexicano caracteriza-se pelo caráter polêmico: o percurso de duas personagens que se opõem, Felipe Rivera e Danny Ward. O primeiro, mexicano, quieto, de pele mais escura, pobre, frio como o gelo; o segundo, Continue lendo

Galveias, um romance de José Luís Peixoto

1 minuto Em 2015, o escritor português José Luís Peixoto esteve no Brasil para lançar seu romance Galveias, publicado pela Companhia das Letras. Tive a oportunidade de comparecer a uma sessão no Sesc da Rua Vila Nova em que ele falou sobre o livro e, é claro, autografou um exemplar que me foi presenteado por uma querida amiga. O título do romance faz referência a uma pequeníssima cidade do Alentejo, onde nasceu o escritor. Galveias é uma cidade com pouco mais de 1000 habitantes. Continue lendo

Caderno de memórias coloniais

4 minutos Neste artigo, falo de Caderno de memórias coloniais, de Isabela Figueiredo, lançado em 2018 no Brasil pela Editora Todavia, em edição muito bem cuidada, que respeitou a grafia usada na edição original. A lamentar apenas o longo tempo que nós, brasileiros, ficamos sem poder adquirir a obra com facilidade. Isso porque o livro foi publicado em Portugal em 2009 e só 9 anos após seu lançamento chegou às livrarias brasileiras. Antes, só indo a Portugal, ou sofrer com a demora dos nossos correios Continue lendo

O jogo da carona, de Milan Kundera

2 minutos Neste artigo, falo do conto O jogo da carona, do livro Risíveis amores (Companhia das Letras, 2012), do escritor checo Milan Kundera. Sobre este livro, Kundera diz algo que A. J. Greimas dizia a seus alunos. O ensinamento de Greimas chegou até mim pela voz de uma de suas discípulas, Diana Luz Pessoa de Barros, que me deu a honra de supervisionar pesquisa que desenvolvi sobre o discurso da interdição na obra Crônica da Casa Assassinada, de Lúcio Cardoso. Diana conta que Continue lendo

A borboleta preta

8 minutos O capítulo 31 de Memórias póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, narra um episódio sobre o qual quero dizer algumas palavras,  o capítulo se chama A borboleta preta e, para quem não se lembra do que é narrado, reproduzo-o ao final deste artigo. Trata-se de texto narrado em 1a. pessoa como se observa pelas marcas linguísticas do narrador espalhadas pelo texto, representadas por formas verbais de 1a. pessoa (ri, entrei, sacudi, senti, lancei, fiquei etc.), e por pronomes de 1a. pessoa (preparar-me, lembrou-me, ri-me, pousou-me, eu, meu pai, me aborreceu etc.). Textos Continue lendo