Língua

Na aula de português

Na aula de português

menos de 1 minuto Costuma-se comentar, nas aulas de português, que, em certas variedades do português brasileiro, observa-se a supressão de sílaba no interior de certas palavras proparoxítonas. Normalmente são dados como exemplos: xicra (xícara); abobra (abóbora); chacra (chácara); cubico (cubículo). Adoro usar como exemplo uma frase que aparece em Quarto de Despejo: diário de uma favelada, de Carolina Maria de Jesus. Diz a narradora: “Disse-me que tomou só ingeção contra o teto.” Não é um primor? Muita gente, “professores” de português, inclusive, debocha Leia mais

Tentando ler A letra escarlate

Tentando ler A letra escarlate

No artigo, comento a linguagem usada numa tradução para o português do livro “A letra escarlate”, de Nathaniel Hawthorne, que tornar a leitura do livro praticamente impossível para um estudande brasileiro.

A voz passiva

3 minutos Aprendemos na escola que o verbo apresenta flexão de voz: ativa, passiva e reflexiva. Ensina-se que o que define a voz verbal é a relação entre sujeito e verbo. Se o sujeito pratica a ação, temos voz ativa; se sofre, voz passiva; se, ao mesmo tempo, pratica e sofre, temos voz reflexiva. Essa explicação, como se vê, é de base semântica e não morfológica, ou seja, desconsidera as formas gramaticais. Isso merece algumas reflexões. Ensina-se que o verbo é palavra que apresenta Leia mais