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Costuma-se comentar, nas aulas de português, que, em certas variedades do português brasileiro, observa-se a supressão de sílaba no interior de certas palavras proparoxítonas.
Normalmente são dados como exemplos: xicra (xícara); abobra (abóbora); chacra (chácara); cubico (cubículo).
Adoro usar como exemplo uma frase que aparece em Quarto de Despejo: diário de uma favelada, de Carolina Maria de Jesus. Diz a narradora:
“Disse-me que tomou só ingeção contra o teto.”
Não é um primor?
Muita gente, “professores” de português, inclusive, debocha de falantes que fazem a síncope, supressão de sílaba no interior de palavras, menosprezando esses falantes.
Esses sabichões são os mesmos que vivem dizendo xicrinha, abobrinha e chacrinha.