Literatura

O tradutor cleptomaníaco

2 minutos No artigo, falo do conto “O tradutor cleptomaníaco”, de Dezsö Kosztolányi, publicado no Brasil pela Editora 34 no livro O tradutor cleptomaníaco e outras histórias de Kornél Esti, com tradução de Ladislao Szabo. Os treze contos do livro se amarram em torno do personagem Kornél Esti que, em alguns contos, é também narrador e são marcados por um humor ácido. “O tradutor cleptomaníaco” narra a história de Gallus, pessoa culta, talentosa que dominava com perfeição várias línguas, mas que tinha um defeito: Continue lendo

A partida, um conto de Osman Lins

3 minutos No artigo de hoje, trago um dos contos que mais me emocionam. Perdi as contas de quantas vezes li “A partida”. A cada nova leitura ele me pega de jeito e uma tristeza imensa toma conta de mim. Há no conto um sentido que me toca profundamente. Esse sentido não interessa aqui, pois diz respeito só a mim e à minha experiência vivida. Espero que o post instigue os leitores a buscar o conto e descobrir nele o sentido oculto que diz Continue lendo

O caso do sr. Valdemar

3 minutos Recentemente comentei o conto “A máscara da morte rubra”, de Edgar Allan Poe. Trago outro conto do autor que tem por tema a morte. Trata-se de “O caso do Sr. Valdemar”, publicado pela primeira vez em 1845. Este é o título que consta da edição que possuo (Nova Aguilar, 2001). O título original é The Facts of M. Valdemar’s Case. A falta da tradução da palavra facts para o português prejudica um pouco. Títulos são contextualizadores prospectivos, isto é, eles sinalizam ao Continue lendo

Três anos, de Anton Tchekhov

4 minutos Três anos, de Tchekhov, é classificado classificado como novela. No Brasil, há uma ótima tradução dessa obra, feita por Denise Sales, publicada pela Editora 34, num livro de 160 páginas. Novela é um gênero narrativo de média extensão. É um pouco maior que o conto, mas menor que o romance. Claro que a extensão da narrativa tem algumas implicações conteúdo da obra , como número de personagens e intrigas paralelas. Um conto, por ser breve, tende a não apresentar um número grande Continue lendo

A máscara da morte rubra

3 minutos No artigo, trago mais uma vez um conto de Edgar Allan Poe (1809 – 1841). Há certos contistas que escreveram tantos contos bons que me obrigo, vez ou outra, a retomá-los neste espaço e, por mais contos que traga desses autores, a lista sempre estará incompleta. Poe, Tchekhov e Maupassant pertencem a esse time. O conto de Poe que trago é hoje, “A máscara da morte rubra”, publicado pela primeira vez em 1842, encaixa-se na categoria de contos de terror. Vamos a Continue lendo