Trabalhei feito um mouro ou moura?

4 minutos Escrevi este artigo há um ano em resposta a uma pergunta feita pela querida amiga Silvia Souza, companheira nos bancos das Arcadas da Faculdade de Direito do Largo São Francisco. Diz Silvia que sua mãe também usava a expressão “trabalhei feito um mouro” e pergunta se não seria “trabalhei feito uma moura”. Já tratei desse assunto num post anterior e convido os leitores a darem uma olhada em Queridxs amigxs. Sei que  vou mexer num vespeiro, correndo o risco de me acusarem de preconceituoso. Continue lendo

Vagueza: imprecisão semântica

5 minutos Em posts anteriores tenho comentado sobre a significação de palavras. Comecei discutindo o conceito de palavra, depois falei em antônimos, hiponímia, hiperonímia, ambiguidades (para ler sobre esses temas, clique nos links). A questão das ambiguidades remete à vagueza de certos enunciados. Numa perspectiva referencial, o sentido é dado por uma relação entre linguagem e mundo. Ao ouvirmos sequências sonoras como peixe, alface e sapato, as associamos, no mundo extralinguístico, respectivamente um tipo de animal vertebrado aquático, a um vegetal comestível, geralmente em saladas, e Continue lendo

Hiperônimos e Hipônimos

5 minutos No último post, ao falar sobre coesão, afirmei que ela pode ser lexical quando o termo é retomado por sinônimo, hiperônimo e hipônimo. Neste, discuto os dois últimos conceitos e aproveito para falar também de meronímia e holonímia. Dizemos que há hiponímia entre palavras quando a relação de sentido que se estabelece entre elas é da mais específica para a mais genérica. Cardiologista é, portanto, hipônimo de médico. Se olharmos a relação de sentido entre o mais genérico para o mais específico temos Continue lendo

Clareza, coesão, coerência

8 minutos Neste post, comento em rápidas pinceladas três qualidades que devem estar presentes em todos os textos para que atinjam seus propósitos comunicativos:  clareza, coesão e coerência.   CLAREZA Clareza é uma qualidade dos textos em geral, por isso deve ser sempre buscada. Ser claro é se fazer entender. Quem escreve quer ser lido, então deve-se facilitar a vida do leitor apresentando um texto que seja compreensível. Quando alguém não está compreendendo o que lê, abandona a leitura rapidamente. Alguns procedimentos ajudam a obter Continue lendo