A borboleta preta

8 minutos O capítulo 31 de Memórias póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, narra um episódio sobre o qual quero dizer algumas palavras,  o capítulo se chama A borboleta preta e, para quem não se lembra do que é narrado, reproduzo-o ao final deste artigo. Trata-se de texto narrado em 1a. pessoa como se observa pelas marcas linguísticas do narrador espalhadas pelo texto, representadas por formas verbais de 1a. pessoa (ri, entrei, sacudi, senti, lancei, fiquei etc.), e por pronomes de 1a. pessoa (preparar-me, lembrou-me, ri-me, pousou-me, eu, meu pai, me aborreceu etc.). Textos Continue lendo

Duas poetas: duas poesias inéditas

2 minutos Hoje, trago para vocês dois poemas inéditos de autoras diferentes. Socorro Maria Lopes e Jessyca Pacheco. Ao final do artigo, explico por que coloquei duas poesias e não uma apenas. Socorro, que conheci há poucos dias, é de Pacaraima, uma cidade de Roraima, fronteira com a Venezuela. Além de escrever poesia, Socorro é professora e tradutora e gosta muito de música cubana. Me apresentou as canções de Silvio Rodriguez e eu fiquei babando (aliás, não parei ainda de babar). Não resisti aos Continue lendo

Um teto todo meu

1 minuto Há um brocardo latino que diz “acessorium sequitur principale. Justamente por o acessório seguir o principal, nunca gostei de construir minha casa em terreno alheio. Se o proprietário do terreno (o principal) pede a casa (o acessório), vou morar debaixo da ponte (se ainda encontrar lugar). Por esse motivo em 20 de dezembro do ano passado, resolvi construir minha casa em terreno próprio, (www.ernaniterra.com.br), assim passei a ter um teto todo meu. Por ter um teto que posso chamar de meu, me Continue lendo

O velocista, de Walter Cavalcanti Costa

2 minutos A Companhia Editora Pernambuco (Cepe) me enviou, por solicitação do autor, o romance O velocista, de Walter Cavalcanti Costa. Agradeço a ambos. Em tempos em que chegam às prateleiras das poucas livrarias físicas que insistem em não morrer, livros descartáveis, que são publicados para serem vendidos como sabonete, é com entusiasmo que recebo o lançamento de O velocista, do jovem escritor pernambucano Walter Cavalcanti Costa. O Velocista já chega com o aval de ter sido uma das cinco obras contempladas no 5° Continue lendo

A mulher que vendeu o marido por R$1,99, um cordel de Janduhi Dantas

4 minutos Há alguns anos, li uns cordéis de Janduhi Dantas numa revista. Fiquei encantado e resolvi mandar um e-mail para ele, pois queria comprar sua gramática em cordel. Gentil, Janduhi não só me respondeu em versos de cordel em que mostra toda sua maestria, como também me mandou vários cordéis, inclusive o A mulher que vendeu o marido por R$1,99.  Guardo os versos em que ele me respondeu até hoje e os reproduzo a seguir. “O gramático Ernani Terra de  quem sou grande Continue lendo