Língua

A Antologia Nacional

5 minutos Neste artigo falo do livro escolar mais longevo do Brasil e que foi o livro escolar de milhões de brasileiros durante muitos anos, a Antologia Nacional, de Fausto Barreto e Carlos de Laet. Antes da Antologia Nacional, os livros didáticos usados no Brasil vinham de Portugal. Os de língua portuguesa eram antologias (às vezes associadas a uma gramática), cujos nomes variavam: seletas, florilégios, antologias. A obra de Barreto e Laet era adotada em instituições de ensino de prestígio como o Colégio Pedro Continue lendo

Metonímia ou sinédoque?

3 minutos Em artigo anterior em que discutia a “diferença” entre antonomásia e perífrase, destaquei que, a rigor, as figuras de retórica podem ser resumidas a apenas duas: a metáfora, quando a transposição de significado decorre de uma relação de semelhança, e a metonímia, quando a alteração de significado decorre de uma relação de contiguidade, isto é, de proximidade. Ressalto ainda que, nas figuras de retórica, o que ocorre é um excedente de significado, já que ao sentido original agrega(m)-se outro(s). Alguns autores fazem Continue lendo

Antonomásia ou perífrase?

3 minutos Na Folha de S. Paulo de 21 de setembro, o colunista Reinaldo Azevedo diz que vai usar a expressão “capitão reformado” para não ter de repetir a palavra Bolsonaro e questiona se isso é uma antonomásia ou uma perífrase. Antes de mais nada, esclareço que discutir isso é uma questão bizantina, ou seja, uma questão frívola, de pouca importância, boba. Portanto não se deve perder tempo com isso. Mas a curiosidade matou o gato. E leitores que seguem o blogue querem saber Continue lendo

Gramática: mitos e realidades

3 minutos No artigo, trago algumas reflexões apresentadas pela Professora Dra. Marli Quadros Leite, do Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas da Universidade de São Paulo (USP) e integrante do Núcleo de Estudos das Diversidades, Intolerâncias e Conflitos (Diversitas), que constam do artigo Gramáticos e gramáticas: mito e realidade, que faz parte do livro Margens, periferias, fronteiras: estudos linguístico-discursivos das diversidades e intolerâncias (Editora Mackenzie, 2016, 296 p.), organizado pela querida professora Diana Luz Pessoa de Barros. Os resultados da pesquisa de Leite são surpreendentes. Continue lendo

Quando dizer é fazer: a teoria dos atos de fala de Austin

10 minutos Este texto relaciona-se com artigo anterior, publicado aqui no blogue, em que trato dos atos de fala e a linguagem jurídica. Neste, retomo o que lá foi discutido e trago novas considerações sobre a Teoria dos Atos de Fala, do filósofo inglês John Langshaw Austin ( 1911 -1960), a partir da leitura de seu livro How to do Things with Words (Como fazer coisas com as palavras), de 1962. Há uma tradução do livro em português feita por Danilo Marcondes de Souza Continue lendo