Quando dizer é fazer: a teoria dos atos de fala de Austin

10 minutos Este texto relaciona-se com artigo anterior, publicado aqui no blogue, em que trato dos atos de fala e a linguagem jurídica. Neste, retomo o que lá foi discutido e trago novas considerações sobre a Teoria dos Atos de Fala, do filósofo inglês John Langshaw Austin ( 1911 -1960), a partir da leitura de seu livro How to do Things with Words (Como fazer coisas com as palavras), de 1962. Há uma tradução do livro em português feita por Danilo Marcondes de Souza Continue lendo

Eliminando a gordura do texto

4 minutos Neste artigo, comento um dos procedimentos para se produzir um bom texto: a concisão. Ser conciso é ser objetivo, é ir direto ao assunto, é ater-se ao essencial, para usar uma expressão popular, é “não encher linguiça”. Quando se começa a usar mais palavras do que o necessário para exprimir uma ideia, quando se fica dando voltas e não se consegue sintetizar o que tem de ser dito, temos prolixidade, o que deve ser evitado. As palavras devem ser utilizadas para exprimir Continue lendo

De novo Jack London

2 minutos Comentei no último artigo, o conto Mexicano, de Jack London, que faz parte do livro Nocaute: cinco histórias de boxe (Benvirá). Há no livro mais 4 contos tão bons quanto Mexicano. Jack London, cujo nome verdadeiro era John Griffith Chaney, nasceu em São Francisco em 1876 e faleceu em 1916. Socialista, estudou em Berkeley. Participou de uma expedição na famosa corrida do ouro na região gelada de Klondike em 1897, o que lhe rendeu matéria para um de sues mais famosos contos, Continue lendo

O mexicano, de Jack London

2 minutos Neste artigo falo de O mexicano, de Jack London. O conto foi publicado pela primeira vez em 1911, no contexto da Revolução Mexicana, iniciada um ano antes.  No Brasil, O mexicano  está publicado no  livro Nocaute: cinco histórias de boxe, numa bela edição da Editora Benvirá. Como toda narrativa, O mexicano caracteriza-se pelo caráter polêmico: o percurso de duas personagens que se opõem, Felipe Rivera e Danny Ward. O primeiro, mexicano, quieto, de pele mais escura, pobre, frio como o gelo; o segundo, Continue lendo

Galveias, um romance de José Luís Peixoto

1 minuto Em 2015, o escritor português José Luís Peixoto esteve no Brasil para lançar seu romance Galveias, publicado pela Companhia das Letras. Tive a oportunidade de comparecer a uma sessão no Sesc da Rua Vila Nova em que ele falou sobre o livro e, é claro, autografou um exemplar que me foi presenteado por uma querida amiga. O título do romance faz referência a uma pequeníssima cidade do Alentejo, onde nasceu o escritor. Galveias é uma cidade com pouco mais de 1000 habitantes. Continue lendo