Literatura

A mulher que vendeu o marido por R$1,99, um cordel de Janduhi Dantas

4 minutos Há alguns anos, li uns cordéis de Janduhi Dantas numa revista. Fiquei encantado e resolvi mandar um e-mail para ele, pois queria comprar sua gramática em cordel. Gentil, Janduhi não só me respondeu em versos de cordel em que mostra toda sua maestria, como também me mandou vários cordéis, inclusive o A mulher que vendeu o marido por R$1,99.  Guardo os versos em que ele me respondeu até hoje e os reproduzo a seguir. “O gramático Ernani Terra de  quem sou grande Continue lendo

A foto, conto de Enrique Anderson Imbert

1 minuto Há pouquíssimo tempo postei aqui a tradução que fiz do conto O suicida, do escritor argentino Enrique Anderson Imbert (1910 – 2000). Quem quiser lê-lo é só clicar no aqui. Publico hoje outro conto de Imbert, em tradução minha. Repito o que disse na postagem anterior: não sou tradutor, portanto não esperem lá grande coisa desta minha tradução. O conto se chama A foto. Como tantos outros da obra do escritor argentino, trata-se de um miniconto. A foto Jaime e Paula se casaram. Já durante Continue lendo

O suicida, conto de Enrique Anderson Imbert

1 minuto Um dos autores que mais aprecio é o escritor argentino Enrique Anderson Imbert (1910 – 2000). Tenho predileção especial por seus minicontos. Lamentavelmente não se encontra a obra dele publicada em português. Nesta postagem, trago o conto O suicida, que traduzi para o português. Ressalto que não sou um tradutor, por isso espero que relevem problemas de tradução. O objetivo é que aqueles que nunca leram os contos de Imbert tomem contato com a obra dele. Se gostarem, sugiro que leiam os Continue lendo

Senilidade: um romance de Italo Svevo

2 minutos Adaptações de obras literárias para o cinema são frequentes. Quando isso ocorre, é inevitável a comparação entre livro e filme. Minha tendência é achar que o livro é sempre melhor que o filme. Uma das razões é que, quando alguém resolve levar um livro à tela, já parte de uma grande obra. Dificilmente toma como ponto de partida uma obra literária ruim.um livro ruim. Levar às telas o Mackbeth requer coragem, pois o referencial para comparação é nada menos que um dos Continue lendo

A aranha negra, de Jeremias Gotthelf, um livro de tirar o sono

1 minuto A aranha negra, do escritor suíço Jeremias Gotthelf (1797 – 1854), Editora 34, 2017, com tradução e excelente posfácio do professor da USP, Marcus Vinicius Mazzari, é uma leitura de tirar o sono. Elias Canetti, Thomas Mann e Otto Maria Carpeaux são alguns nomes que fazem ótimas referências ao livro de Gotthelf. Usando a técnica da boneca russa, o autor encaixa, na narrativa em terceira pessoa, duas histórias narradas pelo avô: a primeira, ocorrida no séc. XIII; a segunda, no séc. XV. Continue lendo