Adjetivo: qualificação e predicação

4 minutos O adjetivo se refere a um substantivo (ou palavra que o represente). Pode estar diretamente ligado a ele, isto é, sem mediação de verbo, como em aluna simpática e dia agradável. Quando isso ocorre, diz-se que há relação de qualificação. Quando não se ligar diretamente ao substantivo, ou seja, quando entre o adjetivo e o substantivo houver mediação de verbo, diz-se que ocorre relação de predicação, como em Patrícia é simpática e O dia está agradável. Quando em relação de qualificação, isto Leia mais

Ainda mais uma vez a crase

5 minutos No blogue, já escrevi três posts falando sobre a crase: Uso do acento grave, Ainda a crase e Mais uma vez a crase (para lê-los, basta clicar nos links). Achei que o assunto estivesse devidamente esclarecido e encerrado de vez. Para minha surpresa, vejo que o tema continua ainda a deixar algumas pessoas perdidas como se estivessem num labirinto do qual não encontram a saída. Chego a receber comentários de pessoas se posicionando a favor da abolição da crase. A confusão é Leia mais

Aporofobia

3 minutos Aporofobia é uma palavra que tem frequentado a imprensa e as redes sociais ultimamente. O que significa aporofobia? É o que se pretende responder neste post. Mas vamos devagar, começando pela etimologia da palavra. Aporofobia é o que se denomina uma palavra composta, aquela que é formada por mais de um radical. Essa palavra resulta da junção de dois elementos de origem grega: aporo e fobia. O radical –fobia, que aparece como segundo elemento em palavras compostas, é bem familiar aos falantes Leia mais

A língua “errada e rude”de Sancho Pança

2 minutos No cap. XIX da segunda parte de Dom Quixote, o Cavaleiro da Triste Figura adverte Sancho Pança, em razão de o escudeiro normalmente pronunciar as palavras de forma diferente das de um cavaleiro. Sancho diz, por exemplo, ‘vocabos’ em vez de ‘vocábulos’. O fidalgo se irrita com Sancho e chega a chamá-lo de “prevaricador da boa linguagem”. O fiel e humilde escudeiro não deixa por menos e responde ao da Triste Figura: – Não se irrite vosmecê comigo, pois sabe que não Leia mais

Três anos

4 minutos Três anos é uma novela de Tchekhov que se lê numa sentada. A edição da Editora 34, com tradução direta do russo por Denise Sales, tem 135 páginas, seguidas de um ótimo ensaio de 17 páginas, escrito pela tradutora. Desde as primeiras linhas, a narrativa nos pega de um jeito que é impossível parar de ler. Ao final, como é comum em Tchekhov, somos nocauteados. Ler Tchekhov implica ficar muito atento aos pormenores e seguir o que propõe Carlo Ginzburg em Sinais: Leia mais