Sobre a brevidade da vida

1 minuto Em De brevitate vitae, Sêneca afirma: “Brevíssima e angustiosa é a vida daqueles que se esquecem do passado, negligenciam o presente e temem o futuro”. Chegando ao final de seu ensaio diz “Ninguém tem a morte diante dos olhos, todos estendem longe as esperanças, alguns até mesmo dispõem as coisas para depois de sua vida: sepulcros grandiosos, dedicatórias em obras públicas, oferecimento de jogos fúnebres e exéquias ambiciosas de glória”. A vida é breve, mas não a recebemos breve. Nós é que Continue lendo

Gente boa da roça

3 minutos Hoje, trago o conto “Gente boa da roça”, de Flannery O’Connor, escritora norte-americana do estado da Geórgia, onde nasceu em 1925. O’Connor estudou no Georgia State College for Women, onde se formou em Ciências sociais. Em 1946 conseguiu vaga na célebre Oficina de escrita criativa da Universidade de Yowa. Em 1955, publica a coletânea de contos Um homem bom é difícil de encontrar, da qual faz parte o conto “Gente boa da roça” comentado a seguir. Flannery O’Connor faleceu em 1964. Antes Continue lendo

A vida invisível de Eurídice Gusmão

2 minutos A notícia de que o filme A vida invisível de Eurídice Gusmão, dirigido por Karim Aïnouz, venceu este ano a mostra “Um certo olhar”, competição paralela ao Festival de Cannes, me fez lembrar o livro de Martha Batalha, no qual o filme se baseia. Enquanto o filme não chega por aqui, sugiro que leiam o livro. A vida invisível de Eurídice Gusmão, de Martha Batalha, Companhia das Letras, 2016, 188 p., é uma das melhores coisas que se publicaram no Brasil nos Continue lendo

O tradutor cleptomaníaco

2 minutos No artigo, falo do conto “O tradutor cleptomaníaco”, de Dezsö Kosztolányi, publicado no Brasil pela Editora 34 no livro O tradutor cleptomaníaco e outras histórias de Kornél Esti, com tradução de Ladislao Szabo. Os treze contos do livro se amarram em torno do personagem Kornél Esti que, em alguns contos, é também narrador e são marcados por um humor ácido. “O tradutor cleptomaníaco” narra a história de Gallus, pessoa culta, talentosa que dominava com perfeição várias línguas, mas que tinha um defeito: Continue lendo

Reflexões sobre a noção de texto II

8 minutos Em post anterior, comecei a apresentar algumas reflexões sobre a noção de texto. Falei que a leitura é um processo de construção de sentido em que autor e leitor interagem por meio do texto e esquematizei esse processo por meio de um triângulo. Naquele post, tratei especificamente do autor. Neste, discorro sobre o leitor e sobre a noção de texto. O leitor dialoga com o autor por meio do texto para o qual constrói um sentido. Uma corrente, surgida na Universidade de Continue lendo