Nomes comuns provenientes de antropônimos

5 minutos Aprendemos na escola que há nomes (substantivos) próprios e comuns. Os primeiros se referem a um ser específico e são, em geral, grafados com inicial maiúscula. Os segundos designam genericamente qualquer elemento de uma espécie. Assim, Valéria, Ivan e Recife são substantivos próprios e professora, aluno e cidade são substantivos comuns. Os substantivos próprios que designam pessoas são chamados antropônimos (Ivan, Marco Antônio, Valéria, Gabriela, etc.); os que designam entidades mitológicas são chamados mitônimos (Afrodite, Vênus, Vulcano, Zeus, etc.); os que designam Leia mais

Clareza

5 minutos Em post anterior deste blogue, comentei, em rápidas palavras, algumas qualidades dos textos em geral: a clareza, a coerência e a coesão. Retornei ao assunto em outros posts, tratando da coesão e da coerência. Neste, trato exclusivamente da clareza. Clareza Como já afirmei, a clareza é uma qualidade dos textos em geral, por isso deve ser sempre buscada. Ser claro é se fazer entender. Quem escreve quer ser lido, então deve-se facilitar a vida do leitor, apresentando a ele um texto que Leia mais

Contos de Isaac Bashevis Singer

4 minutos Isaac Bashevis Singer (1904 – 1991) é um escritor polonês, filho e neto de rabinos, conhecido sobretudo pelos seus contos, gênero em que é mestre. Em 1978, foi agraciado com o prêmio Nobel de Literatura. Sua produção literária foi escrita em iídiche e traduzida para diversas línguas. A Companhia das Letras publicou um volume que reúne 47 contos do autor polonês, traduzidos para o português por José Rubens Singer, com prefácio de Moacyr Scliar. Algumas de suas obras foram adaptadas para o Leia mais

Gêneros e ações discursivas

10 minutos No artigo, procuro estabelecer a distinção entre gêneros e ações discursivas. Estas últimas vão configurar os tipos de textos, um conjunto bastante restrito. As ações discursivas se manifestam em diversos gêneros textuais, que, ao contrário dos tipos textuais, constituem um conjunto aberto e praticamente infinito. Este artigo serve como introdução ao assunto tipos textuais a ser tratado num próximo post. Para ilustrar a distinção entre gênero e tipo textual, comento, em rápidas palavras, um fragmento de texto do livro O cérebro no Leia mais

Texto e hipertexto

3 minutos No último post, comecei a tratar do tema das mudanças tecnológicas e sua relação com os gêneros textuais. Neste, teço algumas breves considerações sobre hipertexto. Avanços tecnológicos trouxeram novos suportes e, em consequência, novas práticas de leitura. Giselle Beiguelman, na obra O livro depois do livro, ressalta que as mudanças nas práticas de leitura são muito mais vagarosas que as tecnológicas, o que implica que as novas formas de ler não sucedem imediatamente às alterações na tecnologia. Basta ver que na era Leia mais