Língua

Paralelismo sintático

5 minutos Há paralelismo quando ocorre relação de semelhança entre duas coisas ou duas ideias. O paralelismo sintático decorre de semelhanças entre frases de mesma estrutura gramatical. Atente bem: estamos falando de paralelismo sintático, ou seja, de regras de construção de frases. Isso significa que as palavras das estruturas paralelas não precisam ser necessariamente as mesmas e, no caso de serem as mesmas, devem estar combinadas de maneiras diferentes. Se duas frases apresentam as mesmas palavras, combinadas da mesma maneira e na mesma ordem, Leia mais→

Decálogo do conto

1 minuto Alguns contistas, além dos contos que nos legaram, deixaram também observações interessantes sobre o gênero conto. É o caso de Edgar Allan Poe, Tchékhov, Julio Cortázar, Horácio Quiroga e o contista peruano Julio Ramón Ribeyro (1929 – 1994), do qual transcrevo seu decálogo do conto que aparece na introdução de sua obra Ausente por tempo indeterminado, publicada pela Editora Carambaia. 1. O conto deve contar uma história. Não há conto sem história. O conto foi feito para que o leitor possa, por Leia mais→

Esquálido gramático

1 minuto Um dos tipos de nossa literatura que melhor satirizam o gramático prescritivista e purista é o Lobo, o consultor gramatical de ‘O Globo’, do livro ‘Recordações do escrivão Isaías Caminha’, de Lima Barreto. No romance, o narrador, Isaías Caminha, quando se refere ao gramático (e evidentemente às posições que esse tipo de gramático defende), o faz com muito sarcasmo,  ridicularizando o tipo em diversas passagens do romance. Numa delas, perguntado por um colega se o certo é um copo d’água ou um Leia mais→

Modalizadores

4 minutos Em post recente, tratei da impessoalização da linguagem, estratégia discursiva que consiste no apagamento das marcas que remetem à voz responsável pela autoria do texto, buscando com isso um efeito de objetividade. Seguidores do blogue me enviaram mensagens solicitando que tratasse também dos modalizadores. É o que faço a seguir. A modalidade está relacionada a uma função interpessoal da linguagem que evidencia os vários graus de comprometimento do falante com os enunciados. Modalizadores, segundo a professora Angela Kleiman, em seu livro Texto Leia mais→

Estrangeirismos

7 minutos Um post que vi recentemente no Facebook chamava a atenção para o fato de que não deveríamos usar palavras estrangeiras, mas a palavra ou expressão equivalente em português. Recomendava, entre tantos outros exemplos (todos da língua inglesa), que não se deve dizer delivery, mas entrega em domicílio. Fiquei curioso em saber se a pessoa deu um clique no rato para subir o post. Antigamente, era frequente gramáticos muito conservadores, os chamados puristas, condenarem o uso de palavras estrangeiras. Os mais radicais condenavam até mesmo Leia mais→