Língua

Sintaxe e ambiguidade

3 minutos Quando produzimos textos, falados ou escritos, realizamos duas operações: seleção e combinação. Dentro de uma classe (substantivos, adjetivos, verbos etc.), selecionamos palavras, por ex, belo, bonito, lindo; menino, garoto, guri e as combinamos para formar unidades de sentido: menino bonito, belo garoto, lindo guri. A combinação se dá na cadeia no fala, isto é, horizontalmente, de modo que as palavras relacionam-se uma às outras. A parte da gramática que trata da combinação das palavras recebe o nome de sintaxe. Ocorre que, em Leia mais→

A Antologia Nacional

5 minutos Neste artigo falo do livro escolar mais longevo do Brasil e que foi o livro escolar de milhões de brasileiros durante muitos anos, a Antologia Nacional, de Fausto Barreto e Carlos de Laet. Antes da Antologia Nacional, os livros didáticos usados no Brasil vinham de Portugal. Os de língua portuguesa eram antologias (às vezes associadas a uma gramática), cujos nomes variavam: seletas, florilégios, antologias. A obra de Barreto e Laet era adotada em instituições de ensino de prestígio como o Colégio Pedro Leia mais→

Metonímia ou sinédoque?

3 minutos Em artigo anterior em que discutia a “diferença” entre antonomásia e perífrase, destaquei que, a rigor, as figuras de retórica podem ser resumidas a apenas duas: a metáfora, quando a transposição de significado decorre de uma relação de semelhança, e a metonímia, quando a alteração de significado decorre de uma relação de contiguidade, isto é, de proximidade. Ressalto ainda que, nas figuras de retórica, o que ocorre é um excedente de significado, já que ao sentido original agrega(m)-se outro(s). Alguns autores fazem Leia mais→

Antonomásia ou perífrase?

3 minutos Na Folha de S. Paulo de 21 de setembro, o colunista Reinaldo Azevedo diz que vai usar a expressão “capitão reformado” para não ter de repetir a palavra Bolsonaro e questiona se isso é uma antonomásia ou uma perífrase. Antes de mais nada, esclareço que discutir isso é uma questão bizantina, ou seja, uma questão frívola, de pouca importância, boba. Portanto não se deve perder tempo com isso. Mas a curiosidade matou o gato. E leitores que seguem o blogue querem saber Leia mais→

Gramática: mitos e realidades

3 minutos No artigo, trago algumas reflexões apresentadas pela Professora Dra. Marli Quadros Leite, do Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas da Universidade de São Paulo (USP) e integrante do Núcleo de Estudos das Diversidades, Intolerâncias e Conflitos (Diversitas), que constam do artigo Gramáticos e gramáticas: mito e realidade, que faz parte do livro Margens, periferias, fronteiras: estudos linguístico-discursivos das diversidades e intolerâncias (Editora Mackenzie, 2016, 296 p.), organizado pela querida professora Diana Luz Pessoa de Barros. Os resultados da pesquisa de Leite são surpreendentes. Leia mais→