Língua

Paralelismo sintático

Paralelismo sintático

6 minutos Paralelismo sintático Escrever bem vai além de se fazer compreender. Usa-se a língua também para fazer sentir e isso implica ter um estilo. Neste post, comento, em rápidas pinceladas, um recurso de estilo denominado paralelismo sintático. Ocorre paralelismo sintático quando se repete uma mesma estrutura gramatical, sem que se repitam necessariamente as mesmas palavras. O uso do paralelismo resulta em construções simétricas: as estruturas paralelas apresentarão a mesma (ou quase a mesma) extensão. Há dois processos básicos de encadear ideias: a coordenação Continue lendo

A origem de foda

3 minutos Postei no Facebook um convite para a II Feira da Foda que se realizará nos dias 9, 10 e 11 março na aldeia de Pias, no concelho de Monção, Viana do Castelo, no Minho, em Portugal. Uma palavra do convite causou indignação e revolta em alguns. Felizmente em outros provocou riso. Era essa a intenção. Aos que ficaram indignados e me excluíram me chamando de devasso entre outros impropérios e àqueles que me denunciaram por postar pornografia esclareço que, no convite, foda Continue lendo

Linguagem e significado

3 minutos Nomear as coisas é possuí-las.  (Provérbio árabe) Num post anterior, comentei sobre a noção de palavra. Retomo o assunto, mas sob outro ângulo: o do significado. Falar em palavra é colocar em tema a significação. É dela que falo hoje. Em Cem anos de solidão, de Gabriel García Márquez, o narrador relata que uma peste atacou o povoado de Macondo causando insônia e perda da memória de seus habitantes. Para defender a população do esquecimento, a personagem José Arcádio Buendia põe em prática um método que Continue lendo

Mourejar

2 minutos Mourejar por ERNANI TERRA © Como já disse num post anterior gosto de usa a expressão “trabalhar feito um mouro” em vez de dizer “trabalhar muito”, “trabalhar pra karai”. Me soa mais original. Poderia, a bem da concisão, substituir a comparação por um único verbo: MOUREJAR. Gosto desse verbo porque ele se parece comigo. É um verbo intransitivo, quer dizer, não tem complemento. Sozinho ele se basta para predicar um sujeito qualquer. No máximo, ele admite uma companhia circunstancial como em Ele Continue lendo