Escrevendo à moda antiga

Escrevendo à moda antiga

2 minutos No último post, falei sobre o ato de ler. Neste, vou tratar de forma muito pessoal do ato de escrever. Minha atividade profissional está ligada à escrita. Creio que deve fazer bem mais de trinta anos que, no exercício de meu trabalho, escrevo textos exclusivamente usando o teclado de um computador. A caneta (adoro canetas, tenho várias) serve apenas para escrita de coisas pessoais: anotações de aulas, recados, pequenas listas, bilhetinhos, avisos, dedicatórias em livros, enfim, coisas de pequeníssima extensão em que Leia mais→

O que é ler

O que é ler

A leitura é essencial para o desenvolvimento intelectual, funcionando como alimento para a mente. Ela envolve uma interação entre o leitor e o texto, sendo influenciada por objetivos específicos. Na sociedade moderna, a pressa afeta negativamente o hábito de ler, e é fundamental abordar a leitura com paciência para uma compreensão adequada.

Wakefield, um conto fantástico

1 minuto Para quem gosta do gênero, o livro Contos fantásticos no labirinto de Borges, publicado pela Editora Casa da Palavra, apresenta dezoito contos que são verdadeiras joias do gênero e que influenciaram Jorge Luis Borges. A seleção dos textos é de Braulio Tavares, que também assina o posfácio. As ilustrações são de Romero Cavalcanti. Entre os autores selecionados para compor a antologia estão Edgard Allan Poe, H. G. Wells, Franz Kafka, Ray Bradbury, Robert L. Stevenson, Ambrose Bierce. Um dos contos do livro Leia mais→

Literalismo

Literalismo

5 minutos Literalismo Ler é construir sentidos a partir de informações contidas na superfície do texto. É preciso ressaltar que o sentido dos textos não está apenas na superfície. Nos textos verbais, as palavras funcionam como input para a construção do sentido. Em outros termos: os sentidos vão além das palavras expressas na superfície. Na ato da leitura, agregam-se conhecimentos de várias ordens além do linguístico, tais como o conhecimento enciclopédico e o interacional. Essa é razão pela qual leitores diferentes constroem sentidos diferentes Leia mais→

O divórcio da aluna de letras clássicas

1 minuto Júlia Consuetude, assim que se bacharelou em Latim numa universidade pública, casou-se com seu vizinho, Daniel Frígido, caixa no Banco do Brasil, de quem era namorada desde que era uma núbil adolescente de libidinosos desejos que até Vênus reprovaria. Júlia Consuetude, excelente aluna na graduação, foi admitida no doutorado em literatura latina. Sua paixão era Ovídio e esperava que alguma metamorfose tornasse seu gemebundo marido menos tépido e burocrático. Não mais suportando as prolongadas crises de abstinência do consorte, procurou um advogado Leia mais→