Dossiê H

3 minutos Dossiê H, do albanês Ismail Kadaré (1936-2014), publicado no Brasil pela Companhia das Letras em tradução de Hildegard Feist, é um livro bom demais. O livro narra que os pesquisadores irlandeses, Max Roth e Willy Norton, que vivem nos Estados Unidos, conseguem visto na Legação do Reino da Albânia em Washington para, em 1930, irem à Albânia, onde pretendem fazer pesquisas num vilarejo sobre a poesia épica albanesa e encontrar elementos da tradição oral que teriam subsidiados Homero na composição de seus Leia mais

O conto

8 minutos Neste espaço, tenho comentado diversos contos. Alguns leitores me pediram que falasse não de um conto específico, mas do conto como gênero literário. Tenho um livro em parceria com Jessyca Pacheco em que tratamos do tema com exaustão. O livro se chama O conto na sala de aula, publicado pela Editora InterSaberes. Neste mês publiquei na Revista Metalinguagens do Instituto Federal de São Paulo (IFSP) um artigo sobre o conto, para o qual remete o leitor, bastando clicar aqui. Nos parágrafos seguintes, Leia mais

Essas brasileiras guerreiras

3 minutos Li recomendo o livro “A mãe da mãe de sua mãe e suas filhas”, de Maria José Silveira, Globo Livros, 318 p. Lançado em 2002, depois da enorme repercussão na Europa e nos EUA, a Globo Livros relançou-o agora em 2019 com um capítulo extra. A narrativa, cujas protagonistas são sempre mulheres, percorre mais de 500 anos, começando na véspera do dia do descobrimento do Brasil com o nascimento da índia tupiniquim Inaiá e se estende até momentos mais recentes de nossa Leia mais

O moço do saxofone

1 minuto Uma das características do conto é seu final surpreendente. Julio Cortázar, comparando o romance ao conto, diz que o primeiro vence por pontos e o segundo por nocaute. O conto O moço do saxofone, de Lygia Fagundes Telles, que faz parte do livro Antes do baile verde, publicado pela Companhia das Letras, é um exemplo de conto cujo final derruba o leitor com um direto no fígado. O espaço é uma pensão frege-moscas administrada por uma prostituta polaca de 44 anos que Leia mais

Leitura e leitor

5 minutos A leitura é tão antiga quanto a própria cultura ocidental, no entanto nem sempre foi vista como algo positivo e que deve, portanto, ser incentivado. No Fedro, Platão (428 – 327 a.C)  relata que Sócrates rejeitava a palavra escrita porque ela poderia significar a perda da memória. Para esse filósofo grego, a escritura, por ser exterior à memória, era nociva, pois não revelava a verdade, mas apenas a aparência. Nesse diálogo platônico, Sócrates narra que a escrita teria sido inventada pelo deus Leia mais